terça-feira, 15 de abril de 2008

A Ergonomia no Lar


Uma das maiores ocupações da humanidade são as atividades domésticas. Onde adultos, crianças e idosos são envolvidos; ocupando lugar de destaque, as mulheres. Métodos sociológicos são utilizados em pesquisas que buscam investigar a influência dos espaços de uma casa sobre o comportamento de seus usuários. Através desses estudos, chegou-se a conclusão de que a cozinha é o local mais importante de uma casa, principalmente para as classes sociais menos favorecidas. Considerada um centro de produção de alimentos, a cozinha é o ambiente onde ocorrem 50% dos encontros familiares, também sendo preferida para se tomar as refeições. A sala de estar, pouco utilizada durante o dia, é bastante procurada no início da noite. Pois, é o local onde se desenvolvem atividades de lazer, sendo a televisão o principal meio de descontração.



Fonte: Ergonomia Projeto e Produção (Itiro Iida)

domingo, 6 de abril de 2008

Tipos Físicos


William Sheldon, em 1940, realizou interessantes pesquisas que demonstraram as diferenças inter-individuais, existentes em uma mesma população. Seus estudos constaram da comparação entre fotografias de estudantes norte-americanos (4000 indivíduos), em diversas posições (frente, perfil e costas) e levantamentos antropométricos. Feito isso, ele chegou a conclusão de que existiam três tipos físicos básicos:



  • Ectomorfo - Tipo físico de formas alongadas;

  • Mesomorfo - Tipo físico musculoso;

  • Endomorfo - Tipo físico de formas arredondadas.

Obviamente, a grande maioria das pessoas não pertence a nenhum desses tipos físicos. Elas apresentam uma mistura das características dos três tipos básicos, vindo a ser mesoformo-endofórmica, ectomorfo-mesofórmica entre outras classificações. Em suas pesquisas, Sheldon percebeu também diferenças comportamentais dos três tipos básicos, chegando a conclusão que existia uma correlação entre as profissões escolhidas e o tipo físico da pessoa.



Fonte: Ergonomia Projeto e Produção (Itiro Iida)



terça-feira, 1 de abril de 2008

Posturas Inadequadas



Em função de projetos deficientes de máquinas, equipamentos, postos de trabalho e de exigências da tarefa, o trabalhador, muitas vezes, assume posturas inadequadas. Nesses casos, o redesenho dos postos de trabalho, com a finalidade de melhorar a postura, proporciona redução da fadiga, dores corporais, afastamentos do trabalho e doenças ocupacionais. As principais, situações onde a má postura pode produzir conseqüências danosas, são:


  • O trabalho estático, exigindo uma postura parada por muito tempo;


  • A execução de atividades que exijam muita força;


  • A realização de tarefas que exijam posturas desfavoráveis, como as pernas dobradas.

A realidade é que o trabalhador, durante a jornada de trabalho, pode assumir centenas de posições. E em cada uma delas, um diferente conjunto de músculos é acionado. Sendo assim, uma simples observação visual não é suficiente. Obrigando-nos a fazer uso de técnicas especiais de registro e análise das posturas.


Fonte: Ergonomia - Projeto e Produção (Itiro Iida)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Posto de Trabalho



Um posto de trabalho é a configuração física do sistema homem-máquina-ambiente. Ele se assemelha à célula - unidade básica dos seres vivos -, tendo o homem como núcleo da mesma. Assim como as células formam tecidos e órgãos, os postos de trabalho compõem departamentos, escritórios e fábricas. Um bom arranjo e dimensionamento são fundamentais para seu adequado funcionamento. E por sua vez, conduz à otimização do sistema produtivo. Para isso, recorremos a dois enfoques, básicos: o taylorista e o ergonômico. Enquanto sob o ponto de vista taylorista, o sistema ótimo é aquele que apresenta economia de movimentos, o ergonômico busca reduzir a demanda biomecânica e cognitiva. Taylor (1856-1915) foi o idealizador da chamada Administração Científica. Ele estudou os tempos e movimentos dos trabalhadores, a fim de desenvolver um método de produção que reduzisse as perdas de tempo e desperdício de materiais. Embora seu método, atualmente, seja criticado, por ser pouco científico, ele pode ser melhorado com os conhecimentos acerca da ergonomia. É óbvio que o posto de trabalho visto acima não foi projetado nem por ergonomistas nem por defensores do taylorismo. Contudo, talvez, esse seja o posto de trabalho, idealizado por alguns empresários para seus colaboradores.



Fonte: Ergonomia: Projeto e Produção (Itiro Iida)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A aplicação da ergonomia na vida diária


A influência da ergonomia, hoje em dia, não se restringe mais à indústria. Através dela, melhora-se a qualidade de vida de idosos, deficientes físicos, crianças em idade escolar, das pessoas em suas residências e da circulação de pedestres em vias públicas. Existe um ramo da ergonomia responsável por testes de qualidade de produtos. Em geral, esse serviço está ligado a órgãos de defesa do consumidor. Além de por à prova a resistência, segurança e desempenho de produtos, esses órgãos divulgam os resultados à população. Quando se trata de produtos aeronáuticos, faz-se necessário a homologação antecipada, que uma instituição de pesquisa credenciada fornece ao fabricante. Só a partir daí, a empresa pode fabricar e comercializar o produto. Esse procedimento é comum quando se trata de produtos de segurança e saúde.



Fonte: Ergonomia: Projeto e Produção (Itiro Iida)

domingo, 3 de fevereiro de 2008

12 de Julho de 1949


Essa é a data "oficial" de nascimento da ergonomia. Diferentemente de outras ciências, cuja origem se perde no tempo e no espaço, a ergonomia possui data de nascimento definida. Foi nesse dia que se reuniu, na Inglaterra, um grupo de pesquisadores e cientistas com o intuito de discutir e formalizar a existência desse novo ramo interdisciplinar da ciência. Contudo, o neologismo ergonomia só veio a ser sugerido na segunda reunião desse mesmo grupo, em 16 de fevereiro de 1950. O vocábulo ergonomia é formado pelos termos gregos ergon (trabalho) e nomos (regras, leis naturais). Embora, vale ressaltar que o polonês Wojciech Jastrzebowski já havia feito uso da palavra, em 1857, quando lançou o artigo "Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho". A partir da década de 1950, com a Ergonomics Research Society, na Inglaterra, a ergonomia ganhou status de disciplina formalizada. Apesar de, nos Estados Unidos da América, ser mais utilizada a expressão Human Factors (fatores humanos), já se admite a palavra ergonomia como sinônimo. Nos principais países da Europa, o vocábulo veio para substituir as então existentes fisiologia do trabalho e psicologia do trabalho.


Fonte: Ergonomia: Projeto e Produção (Itiro Iida)


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Macroergonomia


A partir da década de 1980, o campo de estudo da ergonomia foi ampliado, passando a ser chamado de Macroergonomia. Segundo essa nova vertente, uma organização é vista como um sistema global, tendo que ser considerada como um todo. Com isso, sua definição é o desenvolvimento e aplicação da tecnologia da interface homem-máquina em toda a organização, isto é, sob um ponto vista global. Diferentemente, da ergonomia em seu aspecto micro, que leva em consideração o homem individualmente ou o posto de trabalho. Uma das vantagens da Macroergonomia é que essa pode proporcionar melhorias da ordem de 60 a 90%, enquanto que na abordagem micro as melhorias são de apenas 10 a 25%. A ergonomia, hoje, participa do projeto e administração de organizações, que muitas vezes é composta por milhares de trabalhadores. ODAM – Organizational Design and Management – foi a sigla cunhada na língua inglesa para essa nova atribuição da ergonomia.


Fonte: Ergonomia - Projeto e Produção (Itiro Iida)